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Prospecção para a safra 2012/2013: arroz em casca natural

26/09/2012 20h59

O espaço especial concedido pela Coluna é para a retransmissão da prospecção para a próxima safra brasileira de arroz, feita pelo técnico especialista em Mercado Agrícola da Conab, Paulo Morceli.

1 - INTRODUÇÃO
Segundo a Food and Agriculture Organization - FAO o arroz é a principal fonte de energia para mais da metade da população mundial e que mais de 850 milhões de pessoas em todo mundo passam fome, com mais de 50% delas vivendo em zonas que dependem da produção do arroz. No Camboja o produto representa 73,29% da energia; para a China, 29,99%; para o Japão, 23,06%; na Guiné Bissau é responsável por 42,17%; na Costa do Marfim por 23,47% e no Brasil por 12,09%. Em sua divulgação de agosto de 2012 o United States Department of Agriculture - USDA informa que para a safra 2011/12 estimam a produção de 465,0 milhões de toneladas de arroz beneficiado para o consumo de 458,6 milhões.

No Brasil, a safra 2011/12 de arroz está estimada em 11.606,7 mil toneladas, cultivadas em 2.454,7 mil hectares, com consumo de 12.149,0 mil toneladas, indicando déficit de 542,3 mil toneladas que será suprido com estoque de passagem e importações. No trigo a produção está estimada em 5.788,6 mil toneladas colhidas em 2.166,2 mil hectares, para o consumo total de 10.444,0 mil toneladas, de forma que o Brasil deverá importar cerca de 6.000,0 mil toneladas, para complementar a oferta. Embora a produção de soja e milho ocupe uma maior área no Brasil (25.003,1 e 15.103,8 mil hectares, respectivamente), com volumes mais expressivos de produção (66.398,9 e 72.776,4 mil toneladas, respectivamente) tem como destinação, no caso da soja, a exportação (estimada em 31.250,0 mil toneladas, ou 47,06%) e o milho, a fabricação de rações para os animais (50.610,1 mil toneladas ou 69,54%). Deste modo, o arroz é o principal produto de consumo humano produzido internamente.

Quanto ao aspecto econômico é importante ressaltar que o último censo agropecuário, divulgado pelo IBGE, indica que 34% de toda a produção de arroz advêm da agricultura familiar. Neste sentido, segundo os dados do Censo da Lavoura do Arroz produzido pelo IRGA, no Rio Grande do Sul, na safra 2004/05 existiam 9.032 lavouras, em 133 municípios onde 18.529 pessoas participavam da produção. Segundo projeções do Mapa, o PIB do arroz foi estimado em junho de 2012, para a presente safra, em 6.593,0 milhões, sendo que 3.980,6 milhões são gerados no Rio Grande do Sul, especialmente na faixa de fronteira com a Argentina e Uruguai.

2 - CENÁRIOS
No item anterior foi mostrada a importância do arroz como fonte de energia para a população mundial e especialmente a brasileira. Contudo, o arroz é considerado um produto inferior quando se analisa sob a ótica da elasticidade-renda da demanda. Esse tipo de produto, ao aumentar a renda da população, tende a reduzir o consumo. Em estudo feito por Hoffmann, com base nas POF de 2008/2009 resultou que, na média, a elasticidade-renda da demanda é de 0,029 para as despesas e de 0,080 para o consumo físico. Nas faixas de menor renda a despesa é de 0,204 e do consumo físico, 0,231. Entretanto, quando se analisa a população de mais alta renda, a elasticidade passa a ser de -0,138 para a despesa e de -0,209 para o consumo físico, denotando que há mudanças de hábito para essa faixa da população.

Neste sentido, tomando-se os dados de todos os levantamentos de consumo alimentar realizado pelo IBGE, vê-se que realmente está havendo redução no consumo de arroz, com direcionamento para outros produtos, ou melhor, para os chamados produtos poupadores de tempo de preparo. Essa situação pode de certa forma ser mitigada com boas campanhas de marketing, criação de novos produtos de sabor mais atrativo ou de preparo mais rápido. Contudo, no presente momento não deixa de ser um ponto negativo quanto à demanda de arroz.

Como será analisado em tópico específico, o Brasil vem ganhando espaço importante no mercado internacional, fato extremamente importante para dar vazão à grande safra de 2010/11, bem como a sustentação dos preços, na atual temporada. Na safra anterior os apoios governamentais foram importantes para as ações dos industriais brasileiros. No presente momento, os preços internacionais e a taxa de câmbio brasileira têm feito um papel importante para permitir a competitividade da produção.

O cenário que se apresenta para o produto para esta safra e para a futura é de no máximo a manutenção do consumo nos atuais patamares, mas com boas possibilidades de exportação. A qualidade do arroz brasileiro já é conhecida no mercado, contudo são necessárias campanhas de vendas e missões empresariais, pois os concorrentes não se deixarão vencer sem uma boa luta.

3 - MERCADO INTERNACIONAL
O balanço de oferta e demanda, para a presente temporada, O USDA estimou em julho de 2012 a formação de estoque de passagem em 104,2 milhões de toneladas de arroz beneficiado, correspondendo a 22,73% na relação estoque final x consumo total. A produção está estimada em 463,9 milhões de toneladas, o consumo em 458,4 milhões e o comércio externo em 35,4 milhões de toneladas. Em relação à safra passada o estoque teve aumento de 5,6 milhões de toneladas, visto que a produção elevou-se em 14,5 milhões de toneladas e o consumo em 12,5 milhões. Para a próxima safra (2012/13), as previsões indicam produção de 465,1 milhões; comércio exterior de 35,8 milhões; consumo interno de 466,8 milhões e estoque final de 102,5 milhões, resultando na relação de 21,95%.

O maior volume de estoques está sendo acumulado na Tailândia onde as previsões indicam que na safra 2010/11 havia o total de 5,6 milhões de toneladas, estimando que em 2011/12 chegue a 9,4 milhões e para a próxima safra 12,1 milhões de toneladas de arroz beneficiado. Esse aumento no estoque se dará pela redução das exportações, pois em 2010/11 embarcou 10,6 milhões de toneladas e para 2011/12 as estimativas indicam que será apenas 6,5 milhões, passando para 8,0 milhões na safra seguinte.

Os menores embarques estão ocorrendo em razão do programa de apoio ao produtor de arroz onde o Governo Tailandês já investiu cerca de 8,5 bilhões de dólares no programa de hipoteca, prevendo-se igual valor para a próxima safra que se inicia em outubro de 2012. Além disso, tem restringido as exportações com o propósito de que os preços cheguem a US$ 800.00 por tonelada para o arroz branco e US$ 1,200 para o arroz aromático. A Índia deverá tirar proveito deste fato, pois suas exportações deverão ser de 4,6 milhões; 8,0 milhões e 7,0 milhões, respectivamente.

Outro ponto relevante diz respeito à configuração dos preços, pois até essa safra, o produto tailandês normalmente era relativamente mais desvalorizado que o americano. Nesse momento o desenho é diferente, haja vista que o produto tailandês se apresenta com preços mais elevados, graças à política de sustentação de preços, utilizada por aquele País.
A grande questão é: qual a capacidade daquele país em suportar tal volume de estoques, considerando as estimativas do USDA, onde o estoque de passagem atingirá 12,1 milhões de toneladas, correspondendo a 57,62% da produção e 114,15% do consumo ao final da safra 2012/13. Esse volume de estoques e a meta de atingir os preços de exportação indicados anteriormente parecem ser irreais. Caso o resultado não venha a ser o esperado, existe o risco da oferta em maior volume, o que pode forçar queda nos preços internacionais. De qualquer forma, a acumulação de estoques em grandes proporções para um player da importância da Tailândia, no mercado de arroz, não deixa de ser preocupante.

4 - MERCOSUL
Para o Mercosul o USDA estima que a produção da presente safra seja 15,65% menor que a anterior, reduzindo as exportações em 7,40%, o consumo em 2,59%, com o estoque de passagem elevando-se em 29,10%, conforme pode ser visto no Quadro III. Para a safra 2012/13 a previsão é reduzir a produção em mais 0,91%, o consumo em 1,04%, o comércio exterior em 15,44% e o estoque de passagem em 23,68%. A diminuição na produção se deve à redução de chuvas, provocando, também, a redução de área plantada e de produtividade.

Tomando-se por amostra a Tailândia e a Argentina, vê-se que os preços atuais vêm se mantendo em patamares superiores aos que foram praticados em épocas passadas, estando, inclusive, superiores à média do período dos últimos sete anos. No ano passado a média de preços na Tailândia foi de US$ 556/tonelada e na Argentina de US$ 537/tonelada e nos sete primeiros meses deste ano atingiu US$ 573, ou seja, reajuste de 2,88% na Tailândia e de US$ 558, com ganho de 3,91%, na Argentina. Nota-se, pois, que ainda está muito distante dos US$ 800 pretendidos pelo governo tailandês.

5 - MERCADO NACIONAL
A safra brasileira de 2011/12, de acordo com os dados divulgados pela Conab, em 10/08/2012 as perdas foram de 14,74%, em relação à safra passada, observando que 2,05% foram motivados por redução na produtividade e 12,96% pela diminuição da área. No RS a motivação consiste nas condições climáticas, com uma produção menor em 13,08%, sendo 3,29% em produtividade e 10,12% em área. Já no MT a diminuição foi mais agressiva, ficando em 35,34% na produção, motivada pela perda de 37,21% da área, com a diminuição de abertura de áreas novas e a competição com produtos de comercialização mais facilitada (milho e soja), sendo que a produtividade aumentou em 2,80%.

A oferta e demanda de arroz no Brasil: com a safra atual estimada em 11.606,7 milhões de toneladas, somando-se o estoque de passagem levantado pela Conab em 28/02/2012, mais a previsão de importação de 900,0 mil toneladas, a oferta total deverá ser de 15.076,2 mil toneladas. Pelo lado da demanda haverá o consumo interno de 12.149,0 mil toneladas e mais a exportação estimada em um milhão de toneladas, resultando em 13.249,0 mil toneladas. Com esses dados pode-se estimar o estoque final em 1.927,2 mil toneladas. Com respeito aos preços médios de safra, nota-se no citado quadro que em comparação com a safra passada os preços do período de 05/03 a 17/08/2012 estão superiores em 23,14%, 19,37%% e 11,13%% no RS, GO e MT, respectivamente.

Tomando-se por base os preços recebidos pelos produtores, levantados semanalmente pela Conab. Na semana de 19 a 24/03/2012 os preços atingiram o menor patamar com R$ 24,58/50 kg, portanto, abaixo dos preços mínimos em 4,73%. Contudo, com a confirmação das quebras de safra e o suporte proporcionado pela taxa de câmbio mais elevada (que restringe as importações e facilita as exportações), os preços começaram a reagir e na última semana já atingiram R$ 31,10 por 50 kg, como média estadual, sendo 20,54% superiores aos preços mínimos. Nas regionais do IRGA os preços tiveram a seguinte distribuição: Fronteira Oeste com R$ 31,20 por 50 kg; Campanha com R$ 30,93/50 kg; Depressão Central com R$ 30,64; Zona Sul com R$ 31,40; Planície Costeira Interna, com R$ 31,17 e Planície Costeira Externa, com 32,41.

Na safra 2009/10, já em meados de setembro de 2009, a cotação do arroz longo fino tipo 1, com 58% de inteiros e 10% de quebrados chegou ao nível dos preços mínimos, e a partir de então, manteve a trajetória de queda, finalizando o ano comercial (em 28/02/2010) cotado a R$ 21,50 por 50 kg, portanto, 16,67% abaixo do preço mínimo local. Tal ocorrência se deve às características da safra 2010/11, que estava sendo plantada, e que se confirmou plenamente: foi a maior colheita de arroz do Brasil (aumento de 16,74% em relação à safra 2009/10), resultado do aumento de 2,01% na área e 14,44% de melhoria na produtividade. O volume expressivo de produção com a demanda sem grandes oportunidades de crescimento só poderiam resultar em redução de preços. Desta forma, mesmo com as intervenções governamentais (que proporcionaram o escoamento de volumes recordes), o arroz no Rio Grande do Sul chegou a ser cotado, em média, a R$ 18,56 por 50 kg (28,06% abaixo dos preços mínimos), na última semana de abril de 2011.

Os baixos preços de safras passadas, especialmente da 2010/11, fizeram com que o Governo Federal tivesse de investir massivamente no produto. Durante o ano de 2011 foi aplicado no arroz o volume de R$ 981,7 milhões (93,13% no RS) para apoiar 3.098,4 mil toneladas (93,76% no RS). O Contrato de Opções foi o instrumento que mais consumiu recursos com R$ 574,8 milhões para 982,8 mil toneladas, seguido do AGF com R$ 200,5 milhões para 381,3 mil toneladas e R$ 190,6 milhões para apoiar 1.538,2 mil toneladas.

Para a presente safra as condições são bem diferentes: não há comentários de uma safra recorde, apenas o suficiente para o abastecimento dos mercados de interesse do Brasil (interno e exportações), claro que complementadas por outras linhas adicionais de suprimento.

6 - FATORES CRÍTICOS
Sob a ótica da oferta, os principais fatores críticos dizem respeito ao clima e ao mercado. O arroz irrigado, por ter seu desenvolvimento vegetativo com uma lâmina de água em seu caule não sofre os efeitos da seca. O problema grave se dá quando as barragens não enchem ou os rios diminuem a vazão ao ponto de não ser possível o bombeamento para a inundação, fato esse que aconteceu na safra 2011/12, com a competição por água no Rio dos Sinos, pois, além de abastecer os arrozeiros, também disponibiliza água para as cidades próximas. Também é possível que ocorra o inverso, como foi na safra 2009/10, quando a região da Depressão Central foi inundada, destruindo boa área de plantação de arroz. Nas regiões de fronteira agrícola as restrições ao desmatamento e a competição de produtos de melhor comercialização, especialmente o milho e a soja, têm contribuído para a redução da oferta.

Pelo lado da demanda pode-se indicar que os pontos críticos são os fatores macroeconômicos internos e os preços internacionais que mais contribuem para uma eventual dificuldade no setor, além, é claro, do excesso de oferta. Nos fatores macroeconômicos pode-se listar a taxa de câmbio, pois se for depreciada permitirá uma maior competição com arroz importado e dificultará as exportações brasileiras. A perda de renda da população brasileira, embora seja um elemento de redução da demanda, dependendo de sua intensidade pode até proporcionar aumento da demanda por arroz, dada as aplicações da elasticidade-renda da demanda. Os preços internacionais também podem dificultar ou facilitar a atuação da cadeia produtiva, especialmente o setor industrial. Se os preços internacionais se mantiverem em patamares mais elevados o produto nacional se torna competitivo e o Brasil exporta em maior volume, tornando, desta feita, mais caro importar para consumo interno.

O Estado do Rio Grande do Sul concentrou 65,41% da produção brasileira na safra 2010/11 e 66,68% da safra 2011/12, o que é muito elevado. Nessas condições de oferta um evento desfavorável de grandes proporções pode trazer graves problemas para o abastecimento brasileiro. É certo que atualmente existe muita facilidade para se importar produtos e com o arroz não é diferente.

7 ANÁLISE PROSPECTIVA
Como foi ressaltado anteriormente, a produção de arroz está concentrada na metade sul do Rio Grande do Sul, com aspectos de clima e topografia próprios em toda a região. Isso faz com que eventuais excessos ou falta de chuvas ou outros fatores climáticos afetem, sobremaneira, a produção. Na safra passada a estiagem obrigou a redução da área plantada, mas segundo os levantamentos de safra da Conab deixaram de ser plantadas 118,6 mil hectares, que seriam suficientes para a produção de cerca de 900,0 mil toneladas de arroz em casca. Segundo consta, as barragens e rios ainda ressentem dessa condição e existe a possibilidade de que algumas áreas deixarão de ser plantadas na próxima safra.

No caso desse produto a administração de excesso de oferta é muito complicada, pois não se tem armazéns prestadores de serviço em quantidade suficiente, sendo obrigatório o uso de armazéns "cedidos" pelas indústrias de beneficiamento. A grande dificuldade nesses casos é a pouca possibilidade do produtor retirar sua mercadoria se conseguir um preço melhor.

Neste sentido, a produção de volume de arroz, além da demanda são sempre temerárias. É certo que o País tem buscado exportar cada vez maiores volumes e isso é muito bom, dando mais segurança aos orizicultores. Deste modo, sabe-se que o setor tem feito um bom esforço montando missões de oferta e programas de apoio, em busca de novos negócios. Se forem abertos novos mercados, toda a produção adicional é bem vinda, mas não é razoável se pensar em aumentar a produção sem ter o mercado aberto.

Se as operações de venda e doações de arroz conseguirem retirar metade dos estoques finais, restarão, ainda, cerca de 800,0 mil toneladas para serem comercializadas na próxima safra. Considerando o consumo estimado em 12.200,0 mil toneladas, praticamente o mesmo desta campanha agrícola, exportações positivas em 700,0 mil toneladas, então a safra poderá atingir até 12.900,0 mil toneladas, que o mercado irá absorver sem grandes traumas.

Com relação aos preços ao produtor, se a produção ficar mais restrita com a colheita de uma safra nos volumes que foram indicados acima, é possível que estes preços se mantenham em patamares do mesmo desenho da presente safra, ou seja, é possível que no início da comercialização venha a cair levemente, voltando a crescer em seguida, finalizando o ano comercial com médias superiores aos custos de produção.

Um dos aspectos importante ao fazer a próxima safra e que o produtor deve estar atento é quanto à questão dos custos de produção. No Gráfico IV é mostrada a comparação do que ocorreu no período da safra 2002/03 até 2010/11, o que está ocorrendo na safra 2011/12 e os custos da futura safra. Ao se analisar esses dados, nota-se que os períodos das safras 2002/03 e 2003/04 foram excelentes, com ganhos extraordinários.

Seguiu-se um período de preços baixos com muitos produtores amargando prejuízos sérios, sendo substituído por períodos de safras sucessivas, com bons preços, especialmente as safras 2007/08 e 2008/09. Na safra passada o produtor do Mato Grosso conseguiu vender sua produção com ganhos. Já os produtores do RS conseguiram rever apenas um pouco mais do que os custos variáveis, sem condições de obter, na média, a reposição dos custos operacionais. Os resultados da safra atual indicam que ocorrerão ganhos importantes se o mercado continuar com os preços em ascensão. Já para a safra a ser plantada, pode-se notar que todos os custos tiveram ligeira elevação (7,04% e 13,28% no custo variável do RS e MT, respectivamente e 6,00% e 11,17% no operacional para esses dois Estados). Neste sentido é importante atentar para o fato de que a obtenção de preços remuneradores torna-se mais difícil de modo que será necessário um ano com comercialização melhor que o atual.

 


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