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12/12/2014 08h39 - Atualizado em 12/12/2014 10h52

Brasil entra em recuperação econômica no 2º semestre de 2015, prevê Copom

Órgão do BC diz que consumo deve crescer em ritmo moderado e investimentos ganharão impulso. Inflação está sob vigilância e, se subir, haverá alta moderada de juros

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A economia brasileira tende a entrar em trajetória de recuperação no segundo semestre do próximo ano, de acordo com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Banco Central. O documento prevê que devem ocorrer, no médio prazo, mudanças importantes na composição da demanda e da oferta agregada. 

“O consumo tende a crescer em ritmo moderado; e os investimentos tendem a ganhar impulso. Essas mudanças, somadas a outras ora em curso, antecipam uma composição do crescimento de médio prazo mais favorável ao crescimento potencial”, avalia o colegiado. 

O consumo tende a crescer em ritmo moderado e os investimentos tendem a ganhar impulso, acrescenta o texto. “Essas mudanças, somadas a outras ora em curso, antecipam uma composição do crescimento de médio prazo mais favorável ao crescimento potencial”, afirma o BC. 

No que se refere ao componente externo da demanda agregada, o cenário de maior crescimento global, combinado com a depreciação do real, contribui no sentido de torná-lo mais favorável ao crescimento da economia brasileira. 

Pelo lado da oferta, o comitê avalia que, em prazos mais longos, emergem perspectivas mais favoráveis à competitividade da indústria, e também da agropecuária; o setor de serviços, por sua vez, tende a crescer a taxas menores do que as registradas em anos recentes. 

Para o comitê, é plausível afirmar que esses desenvolvimentos – somados a avanços na qualificação da mão de obra e ao programa de concessão de serviços públicos – traduzir-se-ão numa alocação mais eficiente dos fatores de produção da economia e em ganhos de produtividade. O Copom ressalva que a velocidade de materialização das mudanças acima citadas e dos ganhos delas decorrentes “depende do fortalecimento da confiança de firmas e famílias”. 

Para este ano, o Banco Central prevê que as taxas de crescimento da absorção interna e do Produto Interno Bruto (PIB) se alinharam e que o ritmo de expansão da atividade doméstica será menos intenso, em comparação com o de 2013. 

A soma do consumo das famílias, dos investimentos das empresas e dos gastos do governo compõem o que os economistas chamam de "absorção interna", isto é, a parte da riqueza que é produzida no País e consumida aqui mesmo.  Já o PIB representa a soma de todos os bens e riquezas produzidos no País, para exportação ou para consumo interno. 

BC alerta que manterá vigilância sore a inflação 

O Copom destaca que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação, “como o observado nos últimos 12 meses”, persistam no horizonte relevante para a política monetária. 

O colegiado avalia que a inflação atualmente se encontra em patamares elevados devido, em parte, a dois importantes processos de ajustes de preços relativos na economia – realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais e realinhamento dos preços administrados em relação aos livres. 

Lembra que, desde sua última reunião, a intensificação desses ajustes de preços relativos na economia tornou o balanço de riscos para a inflação menos favorável. Nesse contexto, o comitê não descarta uma elevação da inflação no curto prazo e antecipa que ela tende a permanecer elevada em 2015, mas no próximo ano entra em longo período de declínio. 

Ao tempo em que reconhece que esses ajustes de preços relativos têm impactos diretos sobre a inflação, o comitê reafirma sua visão de que a política monetária “pode e deve conter os efeitos de segunda ordem deles decorrentes”. 

A frase indica que o Copom poderá elevar novamente os juros, como fez na última reunião realizada na semana passada, para conter a inflação. Mas ressalva que, considerando que o efeito desejado com essa elevação ainda vai se concretizar, entre outros fatores, eventuais novas elevações na taxa Selic – chamadas de “esforço adicional de política monetária – tenderão a ser implementadas “com parcimônia”. 

 

Fonte: Portal Brasil com informações do Banco Central


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