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15/02/2011 11h12 - Atualizado em 15/02/2011 11h43

Volume de vendas do varejo potiguar cresceu 5,4% em dezembro

Na média nacional, crescimento acumulado foi o maior desde 2001.


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Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que no mês de dezembro do ano passado, o volume de vendas do comércio varejista do Rio Grande do Norte registrou crescimento de 5,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior e 9,2% no acumulado do ano.

O levantamento apontou que o crescimento do volume de vendas do comércio nacional na comparação com 2009 foi de 10,1% e no acumulado do ano, a taxa alcançou os 10,9%, o que corresponde ao maior acumulado desde 2001.

Todas as oito atividades tiveram aumento no volume de vendas, cujas taxas, por ordem de importância no resultado global, se estabeleceram em 18,3% em Móveis e eletrodomésticos; 6,5% para Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; 10,2% em Tecidos, vestuário e calçados; 8,0% para Outros artigos de uso pessoal e doméstico; 13,9% em Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos; 25,5% para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação; 6,2% para Combustíveis e lubrificantes e 26,6% para Livros, jornais, revistas e papelaria.

O segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2010 de 9,0% em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por um 39,9% da taxa anual do varejo, o principal impacto no resultado anual do Comércio Varejista.

Este desempenho reflete, principalmente, o aumento do poder de compra da população decorrente do aumento da massa de salário da economia (obtida pela melhora da renda e do emprego) e da expansão do crédito, conforme revelado pelos dados da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE e das Operações de Crédito do Sistema Financeiro registradas pelo Banco Central do Brasil, respectivamente.

Com aumento de 18,3% em relação ao ano anterior, a atividade de Móveis e eletrodomésticos exerceu o segundo maior impacto (27%) na taxa da taxa anual do varejo. Esse desempenho decorreu não só de fatores econômicos, como a recuperação do crédito e a manutenção do crescimento do emprego e do rendimento1, como também da estabilidade de preços, principalmente no que tange aos eletrodomésticos.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceu, em 2010, o terceiro maior impacto no resultado anual do Comércio varejista, sendo responsável por 7,4% da magnitude da taxa global, ao registrar variação no volume de vendas de 8,8% no ano, comparado com o ano de 2009. Englobando segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheira, artigos esportivos, brinquedos, etc., esta atividade teve seu desempenho também influenciado pela evolução positiva da massa de salários e pela oferta generosa do crédito.

Na análise regional, além do Rio Grande do Norte, todos os outros estados obtiveram resultados positivos no volume de vendas na comparação com dezembro de 2009, com as maiores variações verificadas em Tocantins (71,5%); Rondônia (23,0%); Acre (20,1%); Paraíba (16,1%) e Maranhão (15,8%).

Quanto à participação na composição da taxa do Comércio varejista, os destaques, pela ordem, foram São Paulo (9,8%); Rio de Janeiro (11,7%); Minas Gerais (12,2%); Rio Grande do Sul (11,0%) e Santa Catarina (9,3%).

Comércio Ampliado
Na análise do chamado comércio varejista ampliado, que inclui os setores de material de construção e automóveis, o Rio Grande do Norte fechou 2010 com um crescimento de 12,3% nas vendas.

A média potiguar, assim como do comércio varejista, ainda ficou abaixo das médias nacionais (que foram de 15,1% e 10,9% para "ampliado" e "varejista" respectivamente). "É sempre bom reiterarmos que o percentual médio nacional é inflado por números como o dos estados de Tocantins, Roraima e Acre. Estes estados registraram, em dezembro, percentuais de crescimento, respectivamente, de 75%, 23% e 20%, graças a questões pontuais sazonais, como obras estruturantes que vêm sendo realizadas nestes locais. São números completamente fora da realidade nacional que terminam por inflar o número final do pais", afirma o presidente do Sistema Fecomercio RN, Sesc e Senac, Marcelo Fernandes de Queiroz.

Sobre o desempenho do estado como um todo, Queiroz não perde o otimismo. "Esperávamos um crescimento de dois dígitos no comércio varejista. Ele não veio mas no caso do ampliado, sim. Como o ampliado inclui dois setores de grande valor agregado, na minha avaliação os dados finais foram positivos", diz o presidente do Sistema Fecomercio.

Marcelo Queiroz lembra que, em que pese a pequena frustração das expectativas, é preciso lembrar que o mês de dezembro de 2009 já registrava uma retomada das vendas, com o pais retomando o crescimento após os períodos de crise. "Sendo assim, podemos dizer que é perfeitamente normal que tenhamos repetido em 2010 o número de dezembro de 2009. Claro que se tivéssemos, como esperávamos, registrado um pequeno incremento, teríamos emplacado o crescimento de dois dígitos que esperávamos para o varejista. Mas são, sim dados para se comemorar" pontua ele.

 

Fonte: IBGE


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