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02/07/2011 08h00 - Atualizado em 01/07/2011 12h03

Inadimplência no RN está sob controle, mas consumidor deve ficar atento, diz CDL Natal

Economista dá dicas para controlar gastos e evitar a inadimplência.

Por: Lidiane Lins

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Embora a inadimplência tanto de pessoas físicas quanto jurídicas alcance níveis preocupantes no âmbito nacional - inclusive na quantidade de cheques devolvidos por falta de fundos - no Rio Grande do Norte, as notícias são mais animadoras.

De acordo com os dados divulgados pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal), os cinco primeiros meses deste ano registraram inadimplência de 8,6%, número considerado dentro da normalidade (que varia entre 6% e 15%), com saldo negativo nos meses de fevereiro e abril.

No mês de abril, a diferença entre o número de registros no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e o de cancelamentos no RN, foi de -7,9%, o que significa que a quantidade de pessoas que limparam o nome naquele mês foi maior do que a de registradas no cadastro. Já no mês de maio, a inadimplência voltou a subir, fechando o mês em 8,8%.

Segundo o vice-presidente da CDL Natal, Augusto Vaz, a inadimplência continua crescendo, mas de forma já esperada para este período do ano. "O movimento da inadimplência no estado não chega a ser preocupante, ainda está dentro da normalidade. E em fevereiro e abril,
O resultado foi muito bom, com a redução correspondente a -3,2% e -7,9%, respectivamente. Este ano, a economia potiguar está aquecida e o nível de inadimplência está sob controle", ressaltou Augusto.

Como evitar a inadimplência

O economista Henderson Oliveira destaca algumas atitudes que devem ser tomadas pelo consumidor para evitar a empolgação com o crédito ‘fácil' na hora de ir às compras e acabar com o nome sujo no comércio.

Ele recomenda que, em primeiro lugar, é preciso eleger prioridades, analisar conscientemente a compra e esperar cerca de cinco dias para realizá-la, assim ficará mais fácil saber se existe realmente a necessidade do produto, ou se é apenas uma compra por impulso.

"Compras por impulso são os principais culpados pela inadimplência. Estudos revelam que as pessoas deixam de pagar as dívidas com lazer e artigos supérfluos, e não com artigos de necessidade básica. Primeiramente, é preciso analisar se realmente a compra é necessária", disse.

Além da questão da prioridade, o economista também chama a atenção para os perigos do cartão de crédito e do cheque especial. "Muito cuidado com o cartão de crédito: o consumidor nunca deve pagar o valor mínimo ou intermediário da fatura, pois os juros são altíssimos e o efeito acaba virando uma bola de neve. Evitar utilizar o cheque especial também é importante, a não ser que seja extremamente necessário".

O consumidor também deve ficar atento para resistir às tentações das promoções. "As pessoas acabam comprando o que não precisam, só porque está barato. Muito cuidado com promoções do tipo ‘compre um, leve dois'", destacou Henderson.

E por último, o economista aconselha que é sempre válido negociar descontos. "As pessoas só costumam pedir descontos para produtos caros, com vergonha de barganhar por itens de menor preço. Mas imagine quanto poderiam economizar com descontos nas pequenas compras, que fazemos todos os dias".

 


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