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22/07/2011 18h30 - Atualizado em 22/07/2011 18h39

Porto de Natal trabalha para viabilizar duas novas linhas

De acordo com a Codern, empresas têm demonstrado interesse em investir no transporte de mercadorias via Porto de Natal.

Por: Felipe Gibson

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A localização estratégica do Rio Grande do Norte tem despertado o interesse de empresas para a criação de duas novas linhas para o Porto de Natal. A informação da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) é que se tem trabalhado a possibilidade de operações para a Costa Leste dos Estados Unidos, além da viabilização da tão desejada linha de cabotagem, que permite o transporte de mercadorias entre portos brasileiros na costa do país.

Com a dragagem do canal do Rio Potengi praticamente concluída, restando apenas a derrocagem de algumas pedras nas laterais, o Porto de Natal abre a porta para navios mais pesados dispondo de uma área com profundidade de 12,5 metros. Contudo, o diretor técnico da Codern, Hannah Safieh, conta que a criação das novas linhas passa por outras questões, como o interesse dos empresários locais e a antiga discussão em torno da relocação da comunidade do Maruim.

Safieh afirma que para atender as linhas, é preciso uma área maior do que a que se tem atualmente. De acordo com o diretor técnico da Codern, o processo envolve uma questão social e logística que tem encontrado entraves no deslocamento dos moradores da comunidade para outras unidades habitacionais. O outro fator é a criação de uma demanda de mercadorias para que os grandes armadores tenham interesse em operar no Porto de Natal.

"A bola na verdade está nas mãos dos nossos empresários", afirma Hannah Safieh. O diretor presidente da Codern, Emerson Fernandes, reforça que tem acontecido uma confluência de interesses entre os empresários para exportar até a Costa Leste dos EUA, porém é preciso uma segurança maior, visto que a operação demanda altos investimentos aos armadores. Atualmente o porto já tem uma linha de longo curso com uma armadora francesa transportando produtos semanalmente para a Europa.

Quanto a linha de cabotagem, que há muito é discutida no Porto de Natal, Fernandes acredita que a dragagem será o passo decisivo. "Vai abrir a possibilidade de movimento com maior dimensão", diz o diretor presidente da Codern, explicando que a profundidade de 12,5 metros ultrapassa a capacidade de outros portos nordestinos, como o de Recife (11 m) e Cabedelo (11 m), o que dá um novo horizonte ao centro potiguar.

Emerson Fernandes revela que vem trabalhando para já em agosto concretizar o transporte de 40 mil toneladas de minério de ferro extraído no RN e que está armazenado no Porto de Natal.


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