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25/08/2011 19h08 - Atualizado em 25/08/2011 19h15

Vereadores dizem desconhecer visitas de empresários aos gabinetes

Empresários teriam pressionado vereadores para a votação que autoriza a instação de postos em supermercados.

Por: Felipe Gibson

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A denúncia de que "romarias" de empresários e donos de postos de combustíveis teriam feito visitas aos gabinetes da Câmara Municipal de Natal foi negada por alguns vereadores na tarde desta quinta-feira (25). Os parlamentares dizem desconhecer a situação exposta pelo vereador Júlio Protásio (PSB), que reafirmou a tentativa de pressão para a votação do projeto de lei que autoriza a instalação de postos nos supermercados de Natal.

Os vereadores Chagas Catarino (PP), Luís Carlos (PMDB), Júlia Arruda (PSB), Sargento Regina (PDT) e o autor do projeto de lei 411.09, Raniere Barbosa (PRB), afirmaram não ter recebido visitas nem tampouco visto os empresários circulando pela Câmara Municipal. "No meu gabinete nenhum foi, nem vi ninguém visitando outros vereadores, apenas no dia da última audiência pública sobre o assunto", conta Raniere Barbosa.

Mesmo com as negativas, Júlio Protásio manteve sua posição de que as visitas vinham ocorrendo desde a semana passada, dia em que foi feita uma primeira votação do projeto. "Desde quinta-feira, dia da votação, estão acontecendo visitas dos empresários, com certeza na tentativa de convencer os vereadores a mudarem o voto", disse o vereador do PSB. Na ocasião a proposta de Raniere Barbosa recebeu nove votos favoráveis e oito contrários, além de duas abstenções e duas ausências.

Sobre a polêmica acusação feita pela assessora parlamentar Thalita Moema por meio do microblog Twitter de que Barbosa estaria recebendo propina dos donos de postos para retardar a votação, Protásio confirmou que recebeu uma ligação com a denúncia. "Na hora orientei a assessora a procurar o Ministério Público, o que ela não fez. Ele - Raniere Barbosa - negou, o presidente do Sindipostos negou, e a acusação ficou no ar, sem provas".

Júlio Protásio disse ter estranhado ainda o fato de Moema, umas das que incentivou o movimento pelos combustíveis mais baratos nas redes sociais, ter começado a fazer afirmações contrárias ao grupo via Twitter. Para Raniere Barbosa, a acusação foi uma tentativa de "desviar o foco" para as críticas feitas pela oposição a atual gestão da Prefeitura de Natal.

"Não estamos falando de um projeto sobre licenças nem segurança. Trata-se de uma quebra da reserva de mercado. Nosso voto é pela livre escolha. Que o cidadão escolha onde bem lhe convém abastecer", completa o vereador do PRB. Como solicitado pelos vereadores na última quinta, uma audiência pública, provavelmente na próxima semana, debaterá novamente o assunto. "Após a audiência, solicitei à presidência que vote o projeto em caráter de urgência", conclui.


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