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23/01/2012 19h59 - Atualizado em 23/01/2012 20h15

Entidade de classe apoia ideia de novo porto em outra região do Estado

Governo do Estado ouve reivindicação antiga da classe produtiva sobre instalação de porto no município de Porto do Mangue

Por: Marcelo Lima

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Logo que o governo Federal vetou as emendas ao Plano Plurianual, no valor de R$ 2 bilhões, para construir uma extensão do Porto de Natal, o governo do Estado anunciou um plano “B” para o desenvolvimento logístico.

Segundo o governo do Estado, será construído um porto no município de Porto do Mangue, localizado a 235 quilômetros de Natal, região Oeste do Estado. O equipamento logístico seria possível a partir de uma Parceria Público-Privada (PPP) e estaria previsto em um plano de logística do Estado.   

Na verdade, essa é uma reivindicação antiga da classe produtiva do Rio Grande do Norte. “O Porto atual não atende a demanda do nosso setor. O Porto de Natal não é graneleiro, nem tem capacidade para movimentar minério”, disse José Vieira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern).

Segundo ele, o ideal seria construir um novo porto na cidade de Porto do Mangue, porque o rio Açu é mais profundo e o fica mais próximo de pólos de produção mineral e de camarão. Sem um grande porto “O Estado perde muito em competitividade. O Rio Grande do Norte vai ficar engessado, enquanto os Estados vizinhos estão muito à frente”, acrescentou.

Os investimentos federais para a ampliação do Porto de Natal, do outro lado do Potengi, foram vetados porque não havia “estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e social”, justificou o governo Federal. “A classe política tem que se mobilizar para reverter essa decisão ou dar outra solução”, cobrou o presidente da Faern.  

Em 2011 (até setembro, último registro disponível), o Porto de Natal movimentou 178.063 de toneladas em carga. O Porto tem como principais produtos exportados o melão, açúcar, melancia, manga, mamão, uva, camarão e peixe congelado. Na importação, recebemos mais trigo, equipamentos e caixaria.


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