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16/03/2012 17h49

Para IPEA, Augusto Severo está em situação crítica

Cenário de estrangulamento operacional é constatado em 17 dos 20 principais aeroportos brasileiros

Por: Marcelo Lima

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O Aeroporto Augusto Severo foi considerado em “situação crítica” conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).  Dos 20 principais aeroportos do país, 12 estão nessa mesma situação: Guarulhos (SP), Congonhas (SP), Brasília (DF), Santos Dumont (RJ), Viracopos (SP), Florianópolis (SC), Vitória (ES), Belém (PA), Goiânia (GO), Cuiabá (MT) e Maceió (AL). Todos esses estão com taxa de ocupação acima de 100%.

Com 138% de taxa de ocupação, o Augusto Severo teve a movimentação de 2,6 milhões de passageiros em 2011. Contudo, para funcionar dentro do conceito de “eficiência operacional” só poderia ter recebido 1,5 milhão de passageiros durante o ano.

O estudo do IPEA não levou em consideração que o aeroporto localizado em Parnamirim está passa por uma ampliação. No entanto, registra a construção do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

O cumprimento dos prazos, até a Copa de 2014, é a principal preocupação expressa no documento do IPEA diante do quadro analisado.

Pelo Brasil

As maiores taxas de ocupação são dos aeroportos de Vitória (572%) e Goiânia (469%).

Os terminais com a taxa entre 80% e 100% tem a situação considerada preocupante. Nesse grupo estão o Galeão (RJ), Confins (MG), Recife (PE), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE).

De acordo com o estudo do IPEA, a taxa de ocupação de um aeroporto pode ser definida como “adequada” até a marca dos 80%. Somente três aeroportos conseguiram manter-se nesse status: Salvador (BA), Porto Alegre (RS) e Manaus (AM). Este é o único grupo que não apresenta cenário de estrangulamento.

Segundo o instituto, para obter a taxa de ocupação, divide-se o número de passageiros por ano pela capacidade do terminal.

Análise

Para o IPEA, faltou planejamento de longo prazo adequado para a aviação civil brasileira; políticas públicas consistentes; marcos legal e regulatório, tendo em vista o ambiente competitivo e eficiência na infraestrutura aeroportuária e aeronáutica.

“Além do mais, não há definição clara de estratégias para a aviação brasileira nos próximos trinta anos e, sobretudo, não se têm políticas e regras de regulação econômica que balizem a evolução dos mercados internacional, doméstico e regional”, registra o texto do estudo.

O IPEA aponta também o crescimento vertiginoso da circulação de passageiros num período de nove anos, 172 % de 2003 para 2011 (de 71 milhões para 179 milhões de passageiros, respectivamente). Apesar de o investimento também ter crescido nesse período (de R$ 138 milhões em 2003 para R$ 979 milhões em 2011), será necessário muito mais investimentos futuros para atender a crescente taxa de ocupação.

O instituto classifica como “grave” o fato de a Infraero utilizar apenas 40% do seu programa anual de investimentos diante da proximidade da Copa do Mundo de 2014. Por outro lado, destaca a criação da Secretária de Aviação Civil e as concessões dos aeroportos como medidas que podem ajudar o setor a se reestruturar. 


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